Doppler das artérias uterinas

PLACENTAÇÃO: O PAPEL DAS ARTÉRIAS ESPIRALADAS

As arterias espiraladas sofrem alterações estruturais no início da gravidez (8- 18 semanas) como resultado da invasão pelo citotrofoblasto extraviloso.

O trofoblasto endovascular migra ao longo das artérias espiraladas, invade a paredes desses vasos e provoca degeneração fibrinóide com destruição da capa muscular, e reduzem a resistência nesses vasos.

Este fenômeno leva o acréscimo no fluxo sanguineo no espaço interviloso o que é indispensavel para que a gestaçao progrida com o crescimento e desenvolvimento do concepto.


A MIGRAÇÃO TROFOBLÁSTICA SE FAZ EM DOIS MOMENTOS (DUAS ONDAS):

  •  A primeira onda de invasão trofoblástica ocorre no 1º trimestre (8-10 semanas) com a invasão das arterias espiraladas que nutrem o endométrio.
  •  A segunda onda ocorre no 2º trimestre (14-16 semanas) com a invasão dos ramos miometriais das artérias uterinas.

A IMPORTÂNCIA CLÍNICA DO DOPPLER DAS ARTÉRIAS UTERINAS:

Na avaliação da 2ª onda de invasão.

O Doppler deve ser aplicado na gravidez normal e de alto risco como valor preditivo para:

DHEG ( Doença hipertensiva específica da gravidez).
RCIU ( Retardo de crescimento intra-uterino).

PLACENTAÇÃO ANORMAL

Melhor sinal preditivo de toxemia é a presença de incisura protodiastólica no doppler das artérias uterinas após 20 semanas de gravidez.
A detecção de incisura indica que as artérias espiraladas têm tono vasimotor aumentado - camada muscular íntegra na sua porção miometrial - pela ausência da 2ª onda de migração trofoblástica.



DOPPLER DAS ARTÉRIAS UTERINAS

(APÓS 20 SEMANAS)

- presença de incisura bilateral :
Toxemia gravídica

Sensibildade - 100%
Especificidade - 20%
Com relação A/B > 2,6 ( média das 2 uterinas )
Especificidade - 70%


IMPORTÂNCIA DO DOPPLER NA AVALIAÇÃO DA VITALIDADE FETAL

As lesões acontecem progressivamente iniciando pelas:

Artérias uterinas com incisura dicrótica pré-diastólica e alta resistência comprometendo as artérias umbilicais, depois a dilatação das artérias cerebrais (centralização), a seguir ocorre o comprometimento do leito venoso com comprometimento do fluxo do ducto venoso
(DV), seguindo a veia cava inferior (VCI) e finalmente a pulsatilidade na veia umbilical, o que define a insuficiência cardíaca e prognóstico de vida limitado.



IMPORTÃNCIA DO DOPPLER DAS ARTÉRIAS UTERINAS NA AVALIAÇÃO DA VITALIDADE FETAL:

  1.   precocidade no diagnóstico do modelo clássico de insuficiência placentária.
  2.   prognóstico materno já que representa a circulação da mãe no leito da placenta.



PADRÃO DE LESÕES DAS ARTÉRIAS UTERINAS

  1.   Incisura dicrótica pré-diastólica (protótipo da DHEG).

  2.  Alta resistência - definida por elevações dos índices fluxométricos (exemplo = relação A/B maior que 2,6 durante a gravidez).


Mais Informação?
1. Doppler e a Medicina
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2.1. Doppler scan colorido arterial de membro inferior
2.2. Doppler scan colorido arterial de membro superior
2.3. Doppler scan colorido de vísceras abdominais
2.4. Doppler scan de carótidas e vertebrais
2.5. Doppler Scan Venoso
3. Doppler em Obstetricia
3.1. Doppler das artérias uterinas
3.2. Doppler das artérias umbilicais
3.3. Doppler da artéria cerebral média (ACM)
3.4. Doppler do Ducto Venoso
 
 
  Doppler . Dr. Eduardo Nassar
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